Meus Poemas 118.

A Verdade Em Poesia,Alegria,Criação,


LEMBRO-ME.

Lembro-me do fim da tua rua,
Das crianças de olhos suaves,
Das noites e do luar da lua,
Dos ninhos que havia nas traves.

Lembro-me da Maria e seus amores,
Tudo a minha mente recorda,
Dos jardins cheios de flores,
E as crianças que saltavam à corda.

A senhora do lado que sabia cantar,
Dos cavalos com lindas selas,
O tio Manel que andava devagar,
Das pintura do João em aguarelas.

A porta velha envidraçada,
Que deixava entrar muita luz,
A casa verde para o norte virada,
Do caminho que ao nada conduz.

Aquele sitio que eu gosto tanto,
Me traz à mente amigos meus,
Ali aprendi aquele lindo canto,
Canção que canto para Deus.
Por: António Jesus Batalha.


Meus Poemas,

MÚSICA SIÃO.

Com a harpa tangendo,
Faz os acordes se ouvir,
Dedos nas cordas correndo,
Como água no rio descendo,
Que voltam logo a subir.

Jamais ouvidos ouvirão,
Os acordes que se tocavam,
Enquanto as ovelhas pastavam,
Então os povos cantavam,
Naqueles montes de Sião.

Nossas almas sofrem danos,
Por estas grandes mudanças,
Nesta terra, grandes enganos,
Aqui vivemos sem esperança,
Pois já passaram muitos anos.

Aqui só há muito trabalho,
E no coração arrependimento,
Sem nenhum contentamento,
Logo são levadas pelo vento,
As dores que eu espalho.

Aquele meu instrumento ledo,
Que ficou na vida passada,
Saudades da música amada,
Fica a minha harpa pendurada,
Dentro deste vasto arvoredo.

Tenho da terra grande afeição,
Pois liberdade ali eu tinha,
A música que guardo no coração,
E que da minha alma vinha,
A tocarei só, nos montes de Sião.
Por: António Jesus Batalha.


Palavras, Sonho, Jesus Cristo,Deus, Salvador,

RECORDAÇÕES.

Me lembro do lugar
e dos sítio formoso,
onde eu passava,
Dias meses e anos.
Ali em criança brincava.
Lezíria de grande prado.
Enquanto pastava
o rebanho manso
de ovelhas brancas,
perto de um penhasco,
onde um rio caía.
Deitado,
ouvindo o sussurro das águas,
dormia.
O sol ficava encoberto
era hora de ir
o joli juntava o rebanho,
cão dotado,
muito esperto,
escolhia o caminho certo,
e lá íamos para o monte.
Olho para trás e vejo
o caminho percorrido,
Caminho que não via.
Enquanto escrevo e versejo,
versos com muita alegria,
São ecos passados,
A que ninguém responde,
Verdades guardadas,
Que meu coração esconde.
Por: António Jesus Batalha.






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