Meus Poemas 119.

A Verdade Em Poesia,Deus, Jesus Cristo,


A TUA PRESENÇA É PARA MIM.

A Tua divina Presença,
É o meu todo verdadeiro,
Que me enche por inteiro,
De uma beleza indecifrável,
Sou um pequeno fragmento,
Que em algum momento,
E com amor inigualável,
Me tomaste em tuas Mãos,
Numa paciência extrema,
Encheste de sentimento.
Meu pobre coração arde,
Como fogo insaciável.
Mas com Tua ausência,
Se apaga não arde mais,
Saltita como os pardais,
Ao procurar seu alimento,
Ou como o barco à deriva,
Quando lhe falta o vento,
Nos mares bravios do mundo,
Ou como o cego que tateia,
Procurando o seu rumo.
Sem Tua divina presença,
Sou como nuvem que vagueia,
E mui depressa se desvanece,
Ou como fumo, que desaparece,
Num caminho desconhecido,
Grito nestes desfiladeiros,
Minha voz se não ouve mais,
Parece levada pelo vento,
Entre suspiros gemidos e ais.
Caminho no oceano sem fundo,
De tentações desatinadas,
Parece carregar do mundo,
Nas costas já moribundo,
Cargas grandes bem atadas,
Sinto que o Apocalipse,
Veio mais cedo que devia,
Mas lembrou-me o que sabia,
Que Sua ausência é quimera,
Depressa trouxe ao meu coração,
A certeza da graça e perdão,
E o calor da primavera.
Por: António Jesus Batalha.


Criação, Deus, Jesus Cristo, Meus  Poemas, Palavras,

LINDA ROSA.

Linda rosa vermelha,
Me prendes tanto a ti.
Em teu canteiro entrei,
Preso a ti logo fiquei,
Beleza assim eu não vi.

A tua cor se assemelha,
Ao diamante bem polido,
Gritem as aves ao mundo,
Canção de amor profundo,
Que saram um ser ferido.

Chega então o inverno,
Onde a beleza se vai,
Olhando assim dormindo,
Falo ao ouvido sorrindo,
A beleza de ti não sai.

Linda rosa vermelha,
As forças já não são,
Mas temos a certeza,
Que não é a fraqueza,
Que nos atira ao chão.

Do teu jardim eu cuidei,
O meu melhor sempre fiz,
Amar-te com meu coração,
É por esta a minha razão,
De te fazer muito feliz.

Minha rosa da primavera,
Flor linda do meu jardim,
Nunca me deixaste sozinho,
Quando difícil o caminho,
Coragem me davas a mim.
Por: António Jesus Batalha.


Criação, Deus, Jesus Cristo, Meus  Poemas, Palavras,

POESIA PARA TODOS.

Poesia pode ser figura,
De muitas palavras sem fim,
Que falam de grande ternura,
De água fresca ou da secura,
Da bela fragrância do jasmim.

Nos desertos desta vida,
Fala da luz da escuridão,
Da paz ás vezes sacudida,
Grande guerra imerecida,
Por triste e mera visão.

Da aldeia pobre, da cidade,
Da Sua e minha expressão,
Dos problemas da vaidade,
Pretende com sua verdade,
Falar com muita exactidão.

Poesia pode ser divertida,
Com muita graça encantada,
Alegria ou dor mui sentida,
Fala da saúde e da ferida,
Mas nunca pode fica calada.

Mas tu precisas aceitares,
Estes presentes de amores,
São ecos voando pelos ares,
Ou como as águas dos mares,
Cria ondas de muitas cores.

A poesia fala da distância,
Daquela saúde e até da dor,
Da rosa e sua fragrância,
Do rico e da sua ganância,
E do campo que não tem cor.

Do homem e sua simplicidade,
Do sonho que nunca se viveu,
Da sua mentira e sua verdade,
Do bruto ódio e fraternidade,
E do amor que secou e morreu.

Fala do presente e do futuro,
Da realidade também da ficção,
Do vento forte a bater no muro,
Do coração mole também no duro,
Da pessoa honesta e do ladrão.

Fala do inferno também do céu,
Das oportunidades perdidas,
Do que fica com o que não é seu,
Julgando que é grande troféu,
Mas são apenas massas falidas.
Por: António Jesus Batalha.





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