Meus Poemas 123.

 NÃO ESTAREI SÓ,

NÃO ESTAREI SÓ.

Nunca na vida me encontro só,
A solidão não é minha companhia,
Os dias de amargura se foram,
veio para mim grande alegria,
Jamais vou desistir da vida.
Se as forças ficarem faltando,
Ou se as mágoas forem tantas,
Que meu coração fique chorando,
Clamo ao Redentor pois Ele só,
É a minha verdadeira companhia,
Felicidade me trouxe agora,
Muita paz, amor e grande alegria.
Rasga os céus cheio de amor,
Surge como relâmpago na trovoada,
Passa por caminho de grande dor,
Entregou-se à morte sem pedir nada.
Compreender isto eu não consigo,
Pois a minha razão não chega lá,
Sofrendo assim para estar comigo,
Obrigado meu Deus, meu Amigo.
Por: António Jesus Batalha


CRIAÇÃO DIVINA,

CRIAÇÃO DIVINA.

Não criou só os céus e a terra,
Com seu frio e o seu calor
As nuvens que vagueiam no céus,
Com todo o seu resplendor.

Criou o insondável universo,
As estrelas que ele encerra,
Lindas pradarias e seus véus,
O vale profundo a alta serra.

Criou o grande mundo submerso
Fez a terra produzir seu vapor,
A pequena ave e a grande fera,
Tudo perfeito, com muito amor.

O sol que aparece de manhãzinha
E logo se estende ao horizonte,
A lua que aparece pela tardinha,
Quando a luz do sol se esconde.

Fez o vento forte a brisa suave,
Que quase no corpo não a sentimos,
No céu vai aplainar a grande ave,
Beleza parecida ainda não vimos.

Homem e mulher, numa perfeição,
Deu-lhe mandamentos e ensinos,
Pôs a Sua marca no seu coração,
Fazendo-os elementos divinos.

Dentro do peito sinal do céu,
Que o define de todo o animal,
Sua felicidade depende de Deus,
Quando o liberta de todo o mal.
Por: António Jesus Batalha


 LINDA TELA.,

LINDA TELA.

Que bonita miragem, posso ver,
Paisagem feita com muita graça,
Pintura tão bela que assim faça,
Pintor maior não poderia ser.

A beleza que vejo ao caminhar,
Vislumbra o saber do seu autor,
Tela linda de grande valor,
Que quis com sua mão assinar.

Mas nesta pintura pode entrar,
Todo o homem que deseja ser,
Um livro aberto para se ler,
E a sua vida velha renunciar.

Venham todos velhos e novos,
Ricos pobres e remediados,
Para serem p´lo Rei pintados,
Venham, venham vós ó povos.
Por: António Jesus Batalha.