01/07/2018

MAIS ANTIGA.

Meus Poemas-85.

meus poemas-85

PELO CAMINHO.

Passa pelo caminho deserto,
Sem ter ribeira vale ou serra,
O sítio mais árido aqui na terra,
Sem ter um oásis por ali perto.

Ali fica tudo em descoberto,
Onde ninguém quer fazer guerra,
Este deserto que tua vida encerra,
O que estás a viver é errado ou certo?

Sem sombra um campo maldito,
Não há alegria em sentar à mesa,
Porque a dor a mágoa a tristeza,
Tapam a visão do Amor Infinito.

Lavra o poema nas dunas do segredo,
Soprará o vento forte em todo o areal,
Deserto que faz crescer na vida o mal,
Arranca depressa os sulcos do medo.
Por: António Jesus Batalha.

meus poemas-85-chuva-que-cai

CHUVA QUE CAI.

Chuva que cai de mansinho,
Vai criando um regato que corre,
Num percurso lento que não morre,
Onde se banha um belo passarinho.

Sol que teima em ficar escondido,
Por detrás de grande nuvem escura,
No vale acabou a terrível secura,
Reinam as aves com grande alarido.

Brilha o sol como pura magia,
Raia com todo o seu resplendor,
Trazendo à terra o seu belo calor,
Fazendo que reine nova alegria.
Por: António Jesus Batalha.

meus poemas-85-num-dia

NUM DIA.

Num dia de Março corrente,
Sopra o vento sem dano,
Passa dia mês e mais ano,
Como o ar que não se sente.

A saga que vem de repente,
Rompendo todo a verdade,
A vereda que deixa saudade,
Foi sacudida bem na frente.

Passa resto de todo o presente,
Numa imaginária caminhada,
A sombra da amizade foi nada,
Comparada com a dor que se sente.
Por: António Jesus Batalha.



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