Meus Poemas 122.

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MAR AGITADO.

Vi o mar e as suas ondas,
O seu mover que enlaçam,
Levadas pela força do vento,
Grandes sulcos elas traçam,
Não param por um momento,
Nem mostram sinais de cansaço,
Depois se estendem pela areia,
Como fosse um grande abraço,
Em cima, as gaivotas esvoaçam,
Procurando o seu alimento,
Chilreiam como que zangadas,
Num esvoaçar constante,
São pela ondas desafiadas,
A vencer o furioso gigante.
Parece que o mar canta,
Junto da névoa que se levanta,
A canção do vencedor,
O sol não aparece,
E o dia assim arrefece,
Dá lugar a noite escura,
O barco que vem chegando,
Sem motor e sem velas,
Com o pescado do dia,
Para as gaivotas é alegria,
Ninguém consegue detê-las,
Esvoaçam num chilrear,
Para cima e para baixo,
Até que possam apanhar,
Um peixe que caia no mar,
Vem aparecendo as estrelas,
Mas o mar continua,
Numa dança sem parar,
Parece mandar para a rua,
Os pecadores do alto mar.
As gaivotas foram embora,
Esperando que em outra hora,
Mais sorte venham a ter,
As ondas e ventania,
Continuam a abraçar,
Numa dança de fantasia,
Talvez no outro dia,
Esteja calmo o nosso mar.
Por: António Jesus Batalha.


 Perdidos, Poesia, Salvação,

FERIDA NO PEITO.

Neste mundo de lamentos,
Meu coração é impelido,
A ver grandes tormentos,
Num mar de dura cerviz,
O meu coração vê e sente,
Transeunte muito infeliz.

No meu peito é uma ferida,
A dor que sempre senti,
Nesta caminhada da vida,
Sempre vem à lembrança,
O caminho em que eu vivi,
Largo mas sem esperança.

Em caminho muito dolorido,
Onde a tristeza passava,
Pelo vento forte sacudido,
Nunca encontrei bom amigo,
Que me dissesse estás perdido,
Ou que Jesus Cristo me amava.

Dá boa alegria ao teu rosto,
Deixa a vida que desfigura,
E só traz grande desgosto,
Jesus transforma o velho eu,
Traz para ti nova aventura,
E riquezas que vêm do céu.

A história dos que venceram,
Será para ti lida e contada,
A fé que no coração meteram,
Tudo o que fizeram eu não sei,
Mas a fé no seu peito cravada,
Os leva à presença do Rei.

Agora sei, o quanto eu perdi,
Cria no meu peito um pranto,
Quero viver Senhor, só para ti,
E na Tua graça sempre confiar,
Para que me faças mais santo,
E um dia junto a Ti eu morar.

Tenho agora um novo sonho,
Pois a ilusão que me afagava,
Limpaste tudo de uma vez,
Fizeste meu viver risonho,
O vento forte se desfez,
E a tristeza quando acordava.

Sê meu Senhor eu te imploro,
Mesmo quando na vida eu erro,
Me fizeste cidadão dos céus,
Dobro meus joelhos Te adoro,
A vida que era um desterro,
É agora vida de meu Deus.
Por: António Jesus Batalha.


 Perdidos, Poesia, Salvação,

DOZE ANOS.

Minha neta meu poema,
Minha doce inspiração,
Do meu verso és o tema,
Do meu tema minha canção.

Da minha roseira botão,
De meu Deus meu troféu,
Dentro do meu coração,
És dádiva vinda do céu.

Pelos avós muito amada,
Da nossa canção melodia,
Canto de ave encantada,
Linda aurora de nosso dia.

A vinte nove de Julho,
Doze lindas primaveras,
Nossa alegria nosso orgulho,
Que na nossa vida tu geras.

Minha tela inacabada,
Aos poucos se aperfeiçoa,
Sempre por nós amada,
É Jesus que te abençoa.

Que a alegria sempre esteja,
Em teu rosto estampada,
E o mundo em ti veja,
Pessoa linda transformada.

Teu amor puro e inocente,
Com tanta realidade,
Traz alegria à gente,
Pois tu amas de verdade.

Não sou poeta bem sabes,
Mas escrevo de coração,
Da nossa vida tu fazes,
Uma poesia, uma canção.
Por: António Jesus Batalha.





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