A Verdade Em Poesia.

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Meus Poemas 107.


Como o fumo, Paz,Poesia,

FILHO PRÓDIGO.

Um homem que amava,
a seus filhos de igual maneira,
Tinha casa e fazendas,
Muitas riquezas e madeira.
Tudo o que tinha era deles,
Não fazia distinção,
Veio porém, um mau dia,
Em que o mais novo dizia,
Dá-me a minha parte,
Quero a divisão.
O pobre pai emudeceu,
E com o coração ferido,
A fazenda dividiu.
Toma! Aqui está o que é teu,
Juntou tudo, e partiu.
Numa terra distante,
Vivendo dissolutamente,
Gastou tudo cegamente,
Até sem nada ficar.
A sua vida abastada,
Longe de ser controlada,
Leva-o agora a mendigar.
Chegou-se a um cidadão,
Pois queria trabalhar;
Porcos lhe mandam guardar,
Pois nada mais sabe fazer,
E para sua fome matar,
Bolotas tem de comer.
Comendo bolotas, pensa então,
Mas pensa como outro homem,
Os trabalhadores de meu pai,
Têm abundância de pão,
E eu aqui morro de fome.
Arrependido e humilhado,
Quer voltar para seu pai,
Pensa em pedir perdão,
Quer voltar a ter pão,
Nem que seja como criado.
Perdoa-me pai querido,
Porque muito eu errei,
Eu estou arrependido,
Por te ter ofendido,
Para tua casa voltei.
Levanta os olhos e viu,
Viu seu filho perdido,
Movido de compaixão,
Corre para o abraçar,
Porque há muito que não o via,
Pediu anel para sua mão,
E sapatos para calçar,
Matou o bezerro cevado,
Era tempo de alegria.
O irmão que do campo veio,
Entrar em casa não queria,
O pai foi avisado,
Do que tinha sucedido,
Agora era o mais velho,
Que tinha o coração ferido,
Tudo o que tenho é teu,
Mas teu irmão tinha partido,
Entra vamos festejar!
Vem a teu irmão abraçar,
E compreenderás a razão,
Quando dentro do teu coração,
Saberes quanto deves perdoar.
Por: António Jesus Batalha.


A Verdade Em Poesia,Alegria,

ESTAVA PERDIDO.

O que fui antigamente,
Não o quero ser agora,
Jesus Cristo Docemente,
Transformou-me suavemente,
Começou de dentro para fora.
As palavras que eu preferia,
Eram torpes e sem valor,
Estava cego, pois não via,
Que aquilo nada valia,
Estava vazio sem amor.
Perdido neste mar sem norte,
Cego, na estrada do egoísmo,
Em trevas, com medo da morte,
Corrida para perto do abismo.
Um certo dia ouvi cantar,
Hinos de louvor e adoração,
O espírito me levou a pensar,
Que eu estava a precisar,
Encontrar a minha salvação.
Então esse momento chegou,
De me render a Ti Jesus.
No meu coração Ele tocou,
Aos poucos me transformou,
Mostrando-me a Sua luz.
Alegria, que me procuraste,
Não vou endurecer o coração,
Vou aceitar a Tua salvação,
Pois não é vã a Tua promessa,
As lágrimas cessarem no porvir.
Cristo amado!Tu viste a cegueira,
Que me encheu de imenso terror,
Meus pés, iam caminho da fogueira,
Gritas-te do céu:—Sou Teu Salvador!
Oh Amor, que me fazes caminhar,
Deponho em ti minh’alma sucumbida,
Tudo te devo, entrego-te minha vida,
E lá, nas profundezas do Teu mar,
Fala-a mais rica e cheia de Ti.
Por : António Jesus Batalha.


A Verdade Em Poesia,

GRÃO DE AREIA.

Grão de areia que por Ti fui achado,
E em Tua presença graça eu achei,
Numa casa habitável fui formado,
Lugar de morada do Senhor e Rei.

Lugar de serviço louvor e adoração,
Pela Tua mão cada dia moldado,
Com Tua Palavra no meu coração,
Grão que nasce no campo lavrado.

Tua presença minha alma refresca,
Como brisa fresca em dia aquecido,
Rio corrente que alaga terra seca,
Como saudoso abraço de um bom amigo.

Faz de mim um servo submisso,
No meu ser com brasa marcado,
Prostrado me rendo ao teu serviço,
Em Teu Espírito seja levado.

Criado e moldado pela mão potente,
Grão de areia do chão apanhado,
Vestido de armadura reluzente,
E no Teu mar da graça lavado.
Por:António Jesus Batalha.


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