Meus Poemas 112.

A Verdade Em Poesia,Alegria, Perdidos,

À SOMBRA.

Debaixo da sombra do Freixo,
Quero desabafar contigo,
São verdades! Não me queixo,
Ouve apenas se és meu amigo,
O que de mim de melhor te deixo,
Pois o pior na cruz lancei,
Por isso quero que digas,
Somente o que eu te direi,
Deixa em Cristo tuas fadigas,
Pois foi nEle que eu as deixei,
Faz do mal viver isento,
Da tua vida uma verdade,
Corre pra Cristo como o vento,
Goza a plena liberdade,
E num real contentamento,
Verás a Verdade que te deixo,
Quando desabafei contigo,
Naquela sombra do freixo.
Por: António Jesus Batalha.


A Verdade Em Poesia,Alegria, Perdidos,

OVELHA MUDA.

Foi desprezado, ferido e humilhado,
Não abriu a sua boca, ainda que oprimido,
Da opressão e do juízo foi tirado,
Pela transgressão do meu povo foi Ele atingido.


Entre os ímpios foi sepultado,
E com o rico na Sua morte,
Entre o céu e a terra foi levantado,
Seria esta a minha sorte.

Um dia todo o seu trabalho Ele verá,
E o Justo a muitos justificará,
E o despojo com muitos repartirá,
Porque os pecados sobre si levará.

Sua alma na morte Ele derramou,
Foi contado com os transgressores,
Os pecados de muitos Ele levou,
Assim sofreu pelos pecadores.
Por: António Jesus Batalha.


A Verdade Em Poesia,Alegria, Perdidos,

A FAMA.

Não busco para mim glória ou fama,
Tudo isso é semelhante ao vão ruído,
Como o clarão do fogo, extinta chama,
Festa hoje, e amanhã já esquecido.

Luz numa casa mal iluminada,
Traz ao homem coração envaidecido,
Procura a verdura em terra já lavrada,
Tal essa glória, em coração já perdido.

Fama de mentira universal,
Coisas fugitivas, fica a aparência,
Debaixo do sorriso, símbolo do mal,
Frutos que não alegram a existência.

Num coroado, com pétalas do engano,
No deserto miragem, em nuvem ilusória,
Caminha sem voz o famoso soprano.

Conta ao mundo sua triste história.

Na vida não preciso de ter tal ilusão,
Fique quem quiser esse tipo de glória,
Quero apenas um humilde coração.

E visão que me leve à grande vitória.
Por: António Jesus Batalha.