Meus Poemas 116.

A Verdade Em Poesia,Perdidos,
MUSGO.

Porque cresce o musgo no rochedo,
Ou o rosmaninho na montanha,
Vive o homem cheio de medo,
Numa vida desleal e estranha.

Num caminho escuro de enredo,
De uma obscuridade tamanha,
Parece que vive de um segredo,
Em rio que o deserto banha.

Sinto os passos dessa demência,
Que se apressam num cadência,
Para sua voraz destruição.

Clamo mais alto que as estrelas,
As Palavras de Deus mais belas,
Tragam a estes a vera salvação.
Por: António Jesus Batalha.


A Verdade Em Poesia,

VOZES.

Soa as vozes das árvores e do vento,
Como que passando sonho doloroso,
Padecendo com grande dor e tormento,
Expressando seu grande sofrimento,
Embalados por encanto poderoso.

Chilreiam com graça as aves do céu,
Num grande clamor misterioso,
Dizem que nada têm de seu,
Esperando o que Deus lhe deu,
Porque de sua vida é cuidadoso.

E tu que tão grande valia tens,
Para Deus, porque por ti tudo deu,
Seu Unigénito que por ti morreu,
Para dar-te morada no céu,
Porque agora a Ele não vens?
Por: António Jesus Batalha.


Paz,Poesia, Salvação,

SOPRO.

O grande amor ao dinheiro,
Dos que as mãos do pobre despem,
Como que o vento na força abrisse,
As janelas do corpo nu.
Rasgam a vida do pobre,
Como sol que abrasa o deserto,
Rios que correm para o mar,
Sem controlo insaciável.

Crescem como árvore desalinhada,
Como noite escura que vem caindo,
E o pobre que na vida vai,
Chorando sem ter um sonho.
Mas sei que um dia Ele virá,
Como um sonho que de repente,
Se abrisse o mar e solto o vento.
Traz galardão para toda agente.
Por: António Jesus Batalha.