
Vagueias.
Vagueias pela rua tão só,
Como alguém que é livre aí,
Mas se muito bem te conheci,
Esse teu viver me mete nó.
Precisas um viver fixo na vida,
Como aquela que antes tu tinhas,
Se te chamavam depressa vinhas,
Mas agora vejo-te triste perdida.
Pareces um grito ou assobio,
Como gelo que fica comprimido,
Aquecer ao sol fica derretido,
Vives num constante desafio.
Pareces um barco abandonado,
Na rocha bate constantemente,
Mas, podes ter vida decente,
Se olhares para O crucificado,
Ouve, sua voz não sejas dura,
Abre o teu coração arrependido,
No seu regaço encontras guarida,
Encontras Nele remédio que te cura.

Ao Rei dos reis.
Dou toda honra e toda glória,
Ao Deus que nunca vai falhar,
No céu com os anjos vou louvar,
Ao Deus Santo da minha vitória.
A Ti Senhor Deus Onisciente,
Tudo me deste sem eu merecer,
Abriste meus olhos para ver,
A Tua graça sempre presente.
Darei ao Senhor toda glória,
Porque sua graça me atraiu,
Corre como um grande rio,
Dita com amor minha história.
És o meu caminho vida e luz,
Até à glória um dia chegar,
Ou ouvir a trombeta suar,
Sobe remido pela minha cruz.
Os santos irei encontrar,
Na mansão eterna de luz,
Ver o rosto do Senhor Jesus,
E louvores para sempre cantar.
Por: António de Jesus Batalha.

Atento.
Enquanto viver estarei atento,
Ao que me traz grande encanto,
Ao resto vigiarei, mas nem tanto,
Porque desejo um bom pensamento.
Viver minha vida cada momento,
E elevar aos céus o meu canto,
Perante Deus derramar meu pranto,
Sua palavra é meu contentamento.
Assim minha alma sempre procure,
Abrigo naquele que sempre vive,
Sua graça em mim sempre dure.
Ele na sua graça infinda me ama,
Amor maravilhoso que nunca tive,
A Sua bondade cada dia me chama.
Por: António Jesus Batalha.
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