Meus Poemas 117.

Alegria,Perdidos, Salvador,Como o fumo, Paz,Poesia,
CONSTRUIR.

Ao construir um castelo que me caiu,
Com toda a força eu edificava,
Clamei à Vida o que ela me dava,
Dava-me Verdade e não me mentiu.

Era como a luz do sol que despertava,
O clarão que em meu ser refulgiu,
Diferente da luz que de mim fugiu,
Luz Real que ao longe deslumbrava.

Passei nessa vida crer amar e esquecer,
Atrás dum sol de um dia e outro a aquecer,
Para ter uma alegria de vez enquanto.

O amor que de mim ia fugindo,
Inferior ao outro amor que vai surgindo,
Caminho agora, p’lo qual eu ando.
Por: António Jesus Batalha.


Como o fumo, Paz,Poesia,

A VERDADE.

A verdade em tua vida,
Só tem valor;
Se com verdade for vivida,
Se for vivida com amor.

A verdade tem poder,
Poder para te libertar,
Se não andares na verdade,
Ela pode te condenar.

A verdade de que falo,
Nunca faz divisão,
Entre o rico e o pobre,
A todos dá protecção.

Para andares na verdade,
Uma coisa deves saber,
Deves com humildade,
A salvação receber.

Há muitos que já o fizeram,
E pensam que está garantida,
Na verdade não quiseram,
Andar nela toda a vida.

Não basta viver um dia,
Um mês ou até um ano,
Se alguém pensa que basta,
Vive apenas num engano.

A verdade em tua vida,
Só tem valor,
Se com verdade for vivida,
Se for vivida com amor.
Por: António Jesus Batalha.


Jesus Cristo,Deus, Salvador,

O QUE É A VIDA?

Pode ser o dia de hoje
O eco que ao longe soa,
A sombra que depressa foge,
A nuvem que no céu voa,
Pode ser um sonho muito leve,
que logo se desfaz como a neve,
Ou como o fumo que se esvai,
Talvez um pequeno pensamento,
que dura apenas um momento,
Ou como a folha que da árvore cai,
que sobe e desce soprada pelo vento,
Ainda pode ser forte corrente,
Ou sopro de vento suave,
Quem sabe uma estrela cadente,
Água que cai da vertente,
Uma nuvem que baila nos ares,
Pequeno bote no meio dos mares,
que as ondas fortes do mar levou,
Uma pena de ave caída,
que pelo caçador foi ferida,
que voa pelos ares impelida,
Pode ser fita que a tesoura cortou,
Ou um som que ninguém escutou,
Um tesouro na selva perdido,
Um caminho para ser vivido,
Mas que o peregrino errou.
Por: António Jesus Batalha.


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